Escrito por Débora Monte Alto e Lívia Zappa, pela Teal Brasil

Adotar os valores como um verdadeiro manifesto faz com que todos na Take Blip saibam o que fazer e para onde devem ir.

Já imaginou reprovar a indicação de alguém indicado pelo CEO? Essa história é real e aconteceu na Take Blip. A empresa oferece soluções de chatbot, propondo-se a levar um contato inteligente e humano para seus clientes. 

Flávia Vallory, Gerente de Gente e Gestão, viveu a experiência de participar da Entrevista de Cultura de um candidato que havia sido indicado diretamente pelo CEO da Take Blip para uma vaga de Head Vertical. Ao final da entrevista, o comitê, composto por ela e mais duas pessoas, foi unânime na sua percepção: esse candidato não estava alinhado a dois valores inegociáveis para a Take: Take.Be e Take.Team. E agora? Como comunicar ao CEO que sua indicação não seria escolhida para o time pela falta de alinhamento com a cultura da Take?

Segundo Flávia, o processo foi muito mais simples do que ela imaginava. Após alguns minutos dividindo as percepções e detalhando a Entrevista de Cultura, não havia dúvida: esse candidato não se encaixava nos valores da Take Blip e não deveria ser escolhido.

O mais comum nas organizações é que a seleção de novos membros para um time aconteça entre RH e gestor. Contudo, para ingressar em qualquer vaga na Take Blip, o processo é outro e conta com o envolvimento de pessoas que, muitas vezes, sequer pertencem ao setor. 

Cada candidato passa, obrigatoriamente, pela Entrevista de Cultura, etapa eliminatória dos processos seletivos e repleta da essência, dos valores e da cultura da Take Blip. Para essa entrevista, um comitê é formado por até três pessoas: uma de Gente e Gestão, que opera como facilitadora, e outra(s) de qualquer área não relacionada àquela função da contratação e cujo pré-requisito é que tenha, pelo menos, três meses de Take. O objetivo dessa etapa é minimizar o viés técnico e reforçar o olhar voltado à cultura e aos valores do candidato.

Durante a Entrevista de Cultura, o comitê faz perguntas relacionadas a cada um dos valores da empresa: Take.Be, Take.Team, Take.Excellence, Take.Charge, Take.Higher e Take.Simple, que serão detalhados posteriormente. Um exemplo de questionamento sobre o valor Take.Be: “Conte uma situação de preconceito que você vivenciou e como agiu”. Cada pessoa do comitê dá uma nota de 0 a 10 de quanto o candidato está alinhado com a cultura da Take e registra comentários. Ao final, eles têm um score e informações importantes para a decisão de contratação ou não.

Este é um dos vários exemplos de como a integralidade está “no sangue” da Take Blip. A empresa está no mercado há 20 anos e vem reforçando cada vez mais os princípios de integralidade no seu dia a dia. A Entrevista de Cultura busca trazer mais da essência dos candidatos desde o primeiro contato. Várias histórias emocionantes são divididas pelos candidatos e ali, naquela etapa, os valores valem muito mais do que o conhecimento técnico!

Bastam dez minutos de conversa com alguém do time para você entender que os valores da Take transbordam a rotina dos Take.Seres. Sim, o Take.Ser é cada uma das 883 pessoas que colaboram para que a Take Blip esteja no 2º lugar em Minas Gerais do Great Place to Work de 2019.

Take.Be: As pessoas estão sempre em primeiro lugar;

Take.Team: Cada parte do nosso time dá o seu melhor;

Take.Excellence: “Excelente” é o nosso ponto de partida;

Take.Charge: Assumir responsabilidades faz a diferença;

Take.Higher: Pensar grande, crescer, evoluir e ir além; e

Take.Simple: “Simplicidade é o último grau da sofisticação”.

Esses são os valores vividos na prática do dia a dia e que demonstram como essa empresa é um ambiente fértil para o modelo Teal.

Segundo Felipe Delfim, Diretor de Customer Success, a Take Blip nunca foi uma empresa com hierarquia engessada e não tem a prática de tomar decisões top-down, o que viabiliza, ainda mais, o processo de experimentação. A implementação do modelo Teal na Take Blip começou com o Felipe, no início de 2020. Mas a história da Take começou muito antes disso, em 1999, com a fundação da Take.Net, a primeira internet móvel do Brasil. 

Em 2016, foi lançada a plataforma Blip, que é hoje seu principal produto, uma plataforma de construção, gestão e evolução de chatbots e contatos inteligentes. Seguindo um dos 3 pilares da cultura Teal, o propósito evolutivo, a Take Blip se encontrou como uma empresa que trabalha na facilitação da comunicação entre as marcas e as pessoas, tanto consumidores quanto colaboradores. Para além da automação através do chatbot, a Take Blip, por meio do contato inteligente, trabalha com o que chamam de “Transbordo Humano”, que é a solução digital conectada com o atendimento humano.

Ao final de 2019, Felipe começou a estudar autogestão em busca de formas para aumentar a eficiência do seu time nas tomadas de decisão. Ele era gerente de uma área e observava que até quem tinha autoridade para tomar uma decisão sentia a necessidade de dividir esse processo com ele e com o diretor, o que engessava, ainda mais, os processos.

Eu era gerente. Eu falo era porque hoje eu não me sinto, mas ainda estou no cargo como se fosse.

Felipe Delfim

Em fevereiro de 2020, Felipe começou a implementação da autogestão no seu time, que contava com 6 Take.Seres. Atualmente, 150 pessoas trabalham em círculos, com papéis claros e registrados na plataforma Glassfrog, e mais 150 pessoas estão dando os primeiros passos com as reuniões estruturadas.

Os processos de implementação das ferramentas estão acontecendo de forma suave, em ondas leves e respeitando o momento de cada círculo. O ambiente fértil de experimentação encontrado na Take Blip é incentivado e alicerçado, principalmente, nos valores Take.Be, Take.Charge e Take.Higher, que têm conexão profunda com os pilares de integralidade, autogestão e propósito evolutivo, respectivamente. Com isso, o modelo Teal está muito alinhado às práticas já existentes na empresa, e os Take.Seres se adaptam facilmente e almejam a implementação.

Um dos desafios da Take Blip é operar de forma híbrida, em que parte da empresa opera em autogestão, com papéis e acordos, e a outra parte opera no modelo tradicional, com tomadas de decisão centralizadas e formatos de reunião tradicionais. Todos têm clareza de que, provavelmente, os modelos coexistirão por um tempo, visto que o processo de transição não será imposto. Dessa forma, as trocas de informações entre times são incentivadas, existe um espaço de compartilhamento de conhecimento, momentos de bate-papo e workshops periódicos, habilitando pessoas a entenderem mais profundamente o modelo Teal.

Por fim, o que mais encanta a Flávia e o Felipe nesse modelo é que cada pessoa do time se torna um designer organizacional. Se antes dependiam de alguém para desenhar a melhor estrutura para atender um cliente, por exemplo, hoje todos podem construir, juntos, um modelo mais conectado aos seus valores. 


Take Blip

Fundada em 1999 como Take.net, foi a primeira empresa de internet móvel do Brasil. Hoje, oferece uma plataforma completa de relacionamento automatizado baseado no conceito de “Contato Inteligente”, que integra o melhor do digital com o melhor do humano. A Take Blip valoriza muito suas pessoas e vem construindo uma cultura e organização evolutiva, baseada nos seus 6 valores.